Uma das principais preocupações de homens que precisam realizar a cirurgia para retirada da próstata é como ficará a vida sexual depois do procedimento. A disfunção erétil é inevitável? Será possível recuperar a ereção?
A boa notícia é que nem todos os pacientes desenvolvem disfunção erétil permanente após a prostatectomia radical. A recuperação depende de diferentes fatores, e existem tratamentos para ajudar homens com diferentes graus de dificuldade de ereção.
Quais fatores influenciam a recuperação da ereção?
A recuperação varia de pessoa para pessoa. Entre os principais fatores estão:
- Idade e ereção antes da cirurgia: pacientes mais jovens e com boa função erétil previamente tendem a apresentar melhores perspectivas.
- Condições de saúde: diabetes, obesidade, sedentarismo e doenças cardiovasculares podem prejudicar a ereção.
- Extensão do tumor: a localização e o comprometimento das estruturas próximas à próstata influenciam as possibilidades de preservação dos nervos.
- Preservação dos nervos: dependendo das características do câncer, é possível preservar os nervos responsáveis pela ereção dos dois lados, de apenas um lado ou não preservá-los.
- Experiência do cirurgião: o planejamento e a execução da cirurgia também são relevantes para o resultado.
A prioridade é sempre tratar o câncer adequadamente. Mesmo quando os nervos são preservados, não existe garantia de recuperação completa da ereção.
Quanto tempo demora para a ereção voltar?
A recuperação pode acontecer gradualmente ao longo dos meses seguintes à cirurgia. Em alguns pacientes, a melhora é percebida progressivamente; em outros, a dificuldade persiste por mais tempo.
O primeiro ano costuma ser importante para acompanhar a evolução, embora a recuperação possa continuar por até dois anos ou mais. Isso não significa que seja necessário esperar para procurar tratamento: o acompanhamento deve ser individualizado desde o pós-operatório.
Quais são os tratamentos para disfunção erétil após a cirurgia?
Existem alternativas para diferentes graus de disfunção erétil, e a escolha depende da avaliação médica.
Disfunção erétil leve: medicamentos orais podem ajudar a melhorar a resposta erétil, desde que sejam indicados pelo médico.
Disfunção moderada ou resposta insuficiente aos comprimidos: a injeção intracavernosa consiste na aplicação de um medicamento diretamente no pênis, com uma agulha fina. O método exige orientação médica sobre dose e uso seguro.
Disfunção grave ou persistente: a prótese peniana pode ser considerada quando outras opções não apresentam resultados satisfatórios ou não são adequadas ao paciente.
A resposta varia de pessoa para pessoa. Por isso, o tratamento deve considerar as condições de saúde, as expectativas e as preferências de cada paciente.
A vida sexual muda além da ereção?
Sim. Após a retirada da próstata e das vesículas seminais, o homem deixa de ejacular sêmen, embora ainda possa sentir prazer e ter orgasmos. A percepção do orgasmo pode mudar, e a fertilidade natural também é afetada.
Essas questões fazem parte do acompanhamento e devem ser discutidas abertamente com o urologista.
Se você vai realizar a cirurgia ou já está em recuperação, converse com seu urologista sobre as possibilidades para o seu caso. O acompanhamento adequado ajuda a esclarecer expectativas e definir as alternativas mais indicadas.






