HIFU e crioterapia passaram a ter regras específicas de indicação e acompanhamento para o tratamento focal do câncer de próstata no Brasil. Isso amplia a discussão sobre possibilidades de cuidado, mas não transforma essas técnicas em uma opção adequada para todos os pacientes.
O que foi regulamentado
A Resolução CFM nº 2.457/2026, publicada em 27 de maio de 2026, regulamentou a indicação, a execução e o seguimento da crioterapia e do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) em situações selecionadas.
O que significa terapia focal
A proposta é tratar a área afetada pelo tumor, preservando tecido ao redor quando isso for possível. O HIFU utiliza ultrassom focado; a crioterapia utiliza congelamento. O objetivo, os limites e os riscos precisam ser discutidos na avaliação médica.
Quem pode ser avaliado para essas técnicas
A norma estabelece critérios específicos para casos de risco intermediário favorável, unifocais e unilaterais, com concordância entre os exames. Também prevê situações de resgate após radioterapia e exceções cuidadosamente selecionadas.
Essas indicações não se aplicam indistintamente a todo câncer localizado. A resolução veda o uso em pacientes de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto. O enquadramento depende de análise médica dos exames e do histórico.
Benefícios e limitações precisam entrar na conversa
Uma técnica menos extensa não significa ausência de complicações, garantia de controle da doença ou preservação de funções. As alternativas incluem diferentes formas de acompanhamento e tratamento, conforme as características do câncer.
Depois de uma terapia focal, o acompanhamento continua necessário. Antes de decidir, pergunte quais exames serão realizados, como será o seguimento e o que pode acontecer se houver persistência ou retorno da doença.
Uma nova opção exige o mesmo critério
A escolha não deve ser guiada apenas pela novidade da técnica. É importante entender por que ela foi proposta, comparar alternativas e discutir os riscos e as expectativas para o seu caso.
Fonte: Resolução CFM nº 2.457/2026.
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Conteúdo informativo. Não substitui uma avaliação médica individualizada.







